Em tempo de “Fake News”

Acontece nos Estados Unidos, acontece no Brasil. Onde existe um jornalista militante, existem as notícias falsas, inventadas, distorcidas e sempre maldosas. E esse não é um privilégio dos militantes de esquerda, mas vale para todas as vertentes políticas. Jornalismo ético não se mistura com militância e partidarismos. No entanto, o que se vê atualmente nos grandes veículos de comunicação do mundo inteiro é o mais completo desrespeito para com a inteligência das pessoas. As mentiras são ditas como se fossem verdade sem o menor escrúpulo e estas ainda vem travestidas de notícias. Nunca antes na história da humanidade a afirmação de Joseph Goebbels foi tão colocada em prática: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”

Nos países republicanos e democráticos, onde existem os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a imprensa é considerada um “quarto poder”. E realmente o é. O acesso a uma informação séria e objetiva é a arma mais poderosa que o povo tem para manter a liberdade de pensamento, ação e opinião. É uma arma capaz de controlar governos e legisladores, de pressionar juízes e promotores, de derrubar maus administradores e colocar ladrões e corruptos na cadeia. Mas, como acontece com todo tipo de arma, nas mãos erradas causa estragos irremediáveis em uma sociedade.

Em qualquer história política existe sempre a imprensa “chapa branca”, a imprensa “marrom” e a de oposição. Mas nunca se viu algo tão medonho e comprometido com a imprensa “vermelha”. A dialética cartesiana  e também a marxista, que ajudou os jovens estudantes na compreensão dos problemas do mundo, no questionamento metódico para maior aproximação da verdade dos fatos, se transformou na maior armadilha para manutenção da lógica e da ética na profissão. O que era apenas um método, hoje é objetivo final da ideia. Isso fica claro na divisão do “nós e eles”, do discurso socialista assimilado e abraçado nos noticiários. Talvez não tão explicitamente, uma vez que ainda se tenta disfaçar que os autores das ditas reportagens são parte integrante desse grupo que divide a sociedade descaradamente.

Caso esse comportamento fosse apenas da imprensa brasileira, formada por profissionais não reconhecidos, num país em que a profissão está desregulamentada e onde há espaço para arremedos de jornalistas em qualquer grande veículo, bastando para isso ter proximidade com os interesses políticos e corportativos, até seria compreensível. Mas isso acontece também no primeiro mundo. O exemplo de desprezo pela informação dado pelo Charlie Hebdo na França é repetido à exaustão pela CNN, NYTimes e Washington Post. Redações inteiras estão contaminadas por um vírus que destrói a capacidade lógica e a visão objetiva do ser humano. A impressão é de que o esquerdismo é uma doença neurodegenerativa.

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Comentário

Euclides Fernandes

Jornalista no SBT-MS.

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