Bombeira condenada a prisão disciplinar por ensaio fotográfico

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O comando do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Paraná determinou que a soldado Lilian Villas Boas, de 32 anos, seja presa por oito dias. Motivo: a bombeira militar foi modelo em um ensaio fotográfico, com parte dos seios à mostra.

Trata-se do projeto “Valvet”, do fotógrafo Arnaldo Belotto. Nas fotos sensuais, ela aparecia com parte dos seios à mostra. Segundo o fotógrafo, em declaração ao site G1, seu projeto tem por objetivo “exaltar o empoderamento feminino e a beleza das mulheres, sem o uso de técnicas de manipulação de imagem“.

A bombeira aceitou ser modelo para um ensaio, após algumas amigas suas, terem aceito ser fotografadas por Belotto e elogiarem o resultado final.

Como tudo começou

O fotógrafo Arnaldo Belotto declarou ao site G1, que as fotos da soldado Vilas Boas ficaram disponíveis no site do projeto, por menos de 24 horas. “Uma delegada civil do Rio de Janeiro acabou printando as fotos e enviando ao comandante aqui em Curitiba“, afirmou ao G1.

A partir daí, Lilian recebeu determinação expressa de seus comandantes para que as imagens fossem retiradas imediatamente do ar — o que foi feito por Belotto. Contudo, segundo o fotógrafo, a pressão sofrida por Lilian continuou, mesmo após a retirada das fotos do site.

Processo Disciplinar

Lilian teve que responder um processo disciplinar. Segundo a nota de punição (ao lado) publicada em um boletim interno do 7º Grupamento, a bombeira foi considerada culpada, tendo recebido uma penalidade média — 08 (oito) dias de prisão. O documento é assinado pela tenente Giselle Machado, que é comandante do grupamento (vide imagem abaixo).

Boletim interno circulou pelo 7ª Grupamento dos Bombeiros de Curitiba (Foto: Reprodução)

O G1 tentou contato com Lilian, mas ela preferiu não se manifestar a respeito. Disse apenas que recorreu da sentença e que a pena ainda não foi cumprida.

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que não pode se manifestar sobre o caso, pois a bombeira ainda poderá recorrer à corporação para mudar a sanção que recebeu.

Leia a nota da Polícia Militar na íntegra:

O exercício do poder disciplinar da origem e da solução final do procedimento em relação à bombeira citada se deu no âmbito do 7º Grupamento do Bombeiro, por isso o Comando do Corpo de Bombeiros e o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná, se instados em grau de recurso farão a reavaliação sob todas as óticas, seja dos fundamentos da punição ou em relação às suas circunstâncias e dosimetria da pena.

Tanto o Comando do Corpo de Bombeiros quanto o Comando Geral da Polícia Militar do Paraná não podem emitir juízo de valor prévio, pois em algum momento podem ser provocados em grau de recurso.

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Redação DireitoFácil.NET

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