Velório ou Comício? A derrocada moral de Lula



​Eu queria poder dizer que me compadeço com o sofrimento de todos os familiares de D. Letícia. Infelizmente, quanto a Lula, sinto apenas algo: nojo.

Só quem passou pela experiência de ter algum ente querido, internado num CTI, e acompanhado o sofrimento solitário e silencioso daquele(a) a quem ama, sabe como é dilacerante a dor, a culpa e a impotência de quem espera um milagre, ante um quadro gravíssimo. 

Quando meu pai passou dois dias, lutando contra a vida e a morte, num leito de hospital, as poucas vezes que me permiti conectar ao mundo exterior, foi nas breves idas à conveniência perto do Hospital, onde tomava café e comia qualquer coisa, enquanto postava notícias sobre seu estado de saúde, pedindo forças e orações — e lendo os comentários de amigos e amigas.

Mas e Lula? Abandonou sua esposa num leito de UTI para ir a um evento político… POLÍTICO!!!

E fez pior: usou a doença de sua esposa — resultado de uma combinação infeliz de fatores genéticos, idade avançada e deszelo pela própria saúde — insinuando que teria sido decorrente das investigações.

Atacar quem está fazendo apenas seu papel, de apurar e investigar a roubalheira que ELE comandou (e ela, madamemente desfrutou) já é algo repulsivo; mas usar a doença da própria esposa pra isso? 

Foi o fundo do poço, a prova definitiva que Lula não ama ninguém, a não ser, a si próprio…

Dois pesos, duas medidas

É engraçado ver todo aqueles blogs de esquerda (pode chamar de “esgotosfera petralha” que eu não ligo!), que num passado não tão distante, no qual verbas publicitárias estatais jorravam como rios de leite e mel para os bolsos dos “blogueiros” que os mantinham… bem, é engraçado ver todos esses mesmos blogs e sites exigirem “mais respeito”, com a memória de Marisa Letícia, mais “humanidade” para com Lula ou reclamarem da “falta de empatia” com os familiares da falecida ex-primeira dama.

Os mesmos sites que tripudiaram da dor de FHC, quando Dona Rute faleceu; que repercutiram ataques de ódio a Joaquim Barbosa, no auge do julgamento do Mensalão; que atacava, diligentemente, a moral e biografia de quem ousava pensar — e expressar — suas discordâncias com o PT e sua forma corruptora e corruptível de governar.

Parabéns: vocês estão apenas colhendo todo o ódio que ajudaram a disseminar. 

Depois das campanhas de ódio contra tantas pessoas que se voltaram contra os planos do PT, que ajudaram a propagar, eis que agora exigem um luto coletivo, pela morte daquela que mais se locupletou dos roubos do marido.

Um mural, um caixão, um discurso… um Comício! 

Mas quando você acha que a coisa havia chegado ao fundo do poço, eis que nos deparamos com a cena (estampada na foto que ilustra este texto, lá em cima): um mural enorme, com a foto de Lula abraçando Marisa.

Não há qualquer intenção de se reverenciar a memória dá defunta; resta evidente, a patética, imoral, vergonhosa, cretina, descarada, risível e desesperada tentativa de se “humanizar” a imagem desgastada do Lula, o viúvo.

Para completar a patética cena, havia lá três padres (católicos? tenho minhas dúvidas), celebrando exéquias; mas a mensagem subliminar era reviver as Bem Aventuranças: Lula, o pai dos pobres, o humilhado — será exaltado!
E eis que o próprio pega o microfone, e despeja mais bobagens. Mixordias. Ignomínias. Coisas de uma mente demente, de uma alma doente, de um político que mente, de um viúvo mormente… idiossincrasias que não convencem nem mesmo os mais humildes nordestinos do sertão seco e árido.

Afinal, aquilo lá foi um Velório ou um Comício? Tanto faz: para mim, é a prova irrefutável da derrocada moral de Lula.

P.s.: já que Lula parece nutrir um delírio alucinógeno de se achar um Messias, só torço para que minhas fontes estejam certas, e ele seja preso antes dá Páscoa. E que ele fassa seu “passat” das gélidas dependências da PF de Curitiba.

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