Uma dor que jamais senti

2007 foi um marco na minha vida: após abandonar o seio do cristianismo, o conflito da falta de fé me perscrutava. Restou-me mergulhar de corpo e “de alma” na única coisa, que naquela altura da minha vida, julguei valer à pena: minha carreira no BB.

Em outubro daquele ano, senti falta de ter fé. Tudo porque após ter meu tapete puxado por uma “superior cristã” (mas que não me suportava), estava angustiado: afinal, se eu havia dado tudo de mim… por que ser sacaneado assim?

De certa forma, agora em 2016, o contexto mudou…mas a sensação é a mesma!

Um agnóstico sofre muito mais que um ateu ou um crente; apesar de estarem em extremos opostos, ambos têm em comum “a fé” em suas respectivas “verdades absolutas”.
 
Mas e aquele que não diz nem que sim, nem que não? Nem que crê, nem que não crê?
 
Se a VIDA do agnóstico é mais fácil, sim — afinal, quando não se tem religião, a “bússola de seu cotidiano” é sua própria consciência, seus valores, sua ética — a morte, com toda certeza, é bem mais difícil.
 
O pensamento lógico, de que a vida se encerra e ponto final, deixa a coisa toda meio “robótica”. Até que a morte chega perto, e arranca alguém do seu convívio, lhe devastando a alma. Aí dói muito mais.

Use o Facebook para comentar e divulgar

Comentário

%d blogueiros gostam disto: