Socialite que virou funkeira é encontrada morta em seu apê

Socialite que virou funkeira é encontrada morta em seu apê

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A socialite e funkeira Heloísa Worms Pint (46) — mais conhecida como Heloísa Faissol — foi encontrada morta em seu apartamento, na zona sul carioca, na manhã da sexta-feira passada (3/1/17). O corpo de Heloisa foi encontrado no banheiro da casa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, sem sinais aparentes de violência.

De acordo com agentes que estiveram no local, ela estava sozinha em casa no momento da morte e o local não tinha sinais de arrombamento.

Heloísa ganhou notoriedade por protagonizar uma mudança de vida digna de novela: nascida em família abastada, passou a frequentar a favela da Babilônica; de habitué promotora de bailes-funk, resolveu ela mesma subir aos poucos e se apresentar, agregando o epíteto de funkeira ao seu nome.

Conforme algumas publicações, a família teria decidido não realizar o velório da socialite, por preferirem uma cerimônia íntima de despedida, com a presença apenas de familiares e amigos próximos. Informações iniciais davam conta de que seu corpo seria cremado; contudo, Heloísa acabou sendo sepultada no cemitério São João Batista, em Botafogo, na manhã deste sábado.

Cinderela às avessas.

Heloísa nasceu numa família tradicional carioca: moradora da Zona Sul, estudou nos melhores colégios particulares, falava outros idiomas fluentemente, tendo crescido e convivido na high society. 

Mas tudo mudou quando ela teria “decidido” abandonar a elite carioca, para subir o morro da Babilônia e se tornar funkeira: desde então, passou a adotar o nome artístico “Helô Quebra-Mansão” — numa alusão à também funkeira Tati Quebra-Barraco. Ela também  participou da sétima edição do reality show “A Fazenda”, da Record, em 2014, quando ficou entre os três finalistas.

Suspeita de Suicídio

Era uma pessoa de extremos, hora estava muito feliz, hora down

Wanderson Bassani, amigo de Heloísa Faissol

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De acordo com a Polícia Civil, foi realizado perícia no local e diligências estavam em andamento nesta manhã para esclarecer as circunstâncias da morte.

O colunista Leo Dias, do jornal O Dia, afirmou que a delegada responsável pelo caso — Draª Cristiana Bento, titular da 13ª Delegacia de Polícia de Ipanema — afirmou que Heloísa deixou uma “carta de despedida”, reforçando a suspeita de que tenha sido um suicídio.

Ainda, de acordo com a delegada Cristiana Bento, “homicídio é a possibilidade menos provável”.

Depressão e Bipolaridade

A carta foi encontrada por agentes da polícia civil, na sala da casa onde a socialite e funkeira , conhecida como Heloísa Faissol, foi encontrada morta, fazia referência à depressão da mulher. No texto, ela afirma que não aguenta mais “viver nesse mundo”. Perícia irá determinar se as cartas foram escritas por Helô.

Em entrevistas, Heloísa disse que vivia à base de remédios. “Não me imagino sem meus calmantes”, contou ela à revista “Glamour”, em fevereiro de 2014.

Segundo o jornal “EXTRA”, um amigo da socialite revelou que Heloísa apresentava “momentos de altos e baixos”, revelando que ela sofria com depressão e certo transtorno de bipolaridade:

Ela teve uma fase de tomar medicamentos para depressão e afins. Já falou a respeito em entrevistas. Era uma pessoa de extremos, hora estava muito feliz, hora down. Tinha momentos de altos e baixos”  — disse o administrador Wanderson Bassani, amigo da socialite há cinco anos.

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