O que Caixa Econômica e Balão Mágico têm em comum?

Esta é uma das histórias mais improváveis do marketing brasileiro: o ano é 1986 — e o Brasil era testemunha do sucesso de um grupo de crianças talentosas e carismáticas.

Era a Turma do Balão Mágico — quarteto formado pelos infantes Simony Benelli, Vimerson Benedicto (o Tob), Mike Biggs e Jair Oliveira (o Jairzinho) — grupo concebido por Tomás Munoz, presidente da então super gravadora CBS Brasil.

Após o estrondoso sucesso dos dois primeiros LPs (discos de vinil) lançados pela CBS, o grupo infantil foi contratado pela TV Globo para apresentar um programa infantil diário, nas manhãs da emissora — só sairiam do ar para dar lugar a um outro novo fenômeno de vendas, Xuxa Meneghel.

Mas onde a Caixa Econômica Federal entra nessa história?

Numa brilhante jogada de marketing, a CBS distribuiu em cada LP, que podiam ser descontados nas agências da CEF, para serem convertidos em uma “Poupança Azul” em nome da criança.

Esse “cheque de mentira” tinha o valor de Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros) — em valores de hoje, algo em torno de três reais — que realmente, podia ser descontado!!!

Desconheço algo tão genial — quanto
improvável e impensável nos dias atuais, em razão das severas restrições à publicidade infantil.

Neste caso, as crianças tinham um estímulo ao ato de consumir (“comprem o disco do Balão”), mas em contrapartida, receberam a lição moral de economizar (“abram uma poupança da Caixa”).

Será que isso explica porque a Caixa é a marca bancária mais amada pelos brasileiros? Eu desconfio que sim!

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