Matéria de “O Globo” escancara o ativismo da esquerda no jornalismo 

Três são os pilares da civilização ocidental: a família, a propriedade e a liberdade. Nem entrarei nos primeiros dois pilares, porque quero ficar em apenas um deles — a liberdade.

A liberdade se desdobra em diversos outros princípios fundamentais: o free vote (votar e ser votado), o free speach (traduzido erroneamente como liberdade de expressão… não é), o free religion (o direito de crer, livremente). 

Dentro desse estofo de princípios, a liberty (liberdade) inclui o direito inalienável do citizen (cidadão) se defender dos abusos tanto do state (Estado) quanto de quaisquer outros enemies (inimigos). Seja para defender sua própria liberdade (self defense), quanto a liberdade alheia (defense of others). 

Dito isto, daí o porquê de a propriedade e porte de armas, ser um direito fundamental garantido a todos os habitantes dos Estados Unidos. O direito de se armar é, ao mesmo tempo, a manifestação do direito à propriedade (eu quero ter uma arma, logo, eu devo poder comprar uma) e do direito à liberdade (para defender a mim, minha família, e até mesmo desconhecidos, de injustas agressões a suas vidas, integridade física ou patrimonial). 

Dito deste modo, a ideia de se proibir o porte de arma soa absurda, quase uma arbitrariedade. E de fato, se assim lhe parece, assim o é. 

Proibir o OBJETO ao invés de punir o SUJEITO  que faz uso dele é uma medida tão eficaz. 

Tanto quanto proibir a venda de canetas e sprays para impedir o vandalismo em bens públicos (ônibus, trem, metrô) ou particulares (paredes, muros, etc). Ou proibir-se a venda de automóveis, porque existem pessoas que dirigem — e matam — após se embebedarem. 

Ou de proibir a venda de bebidas alcoólicas porque tem pessoas que, quando bebem, batem em seus familiares, arrumam confusão na rua, provocam acidentes ao volante — ou simplesmente,  porque adoecem, impactando a já combalida seguridade social — saúde e previdência. 

No caso do porte de armas, aqui no Brasil, houve um verdadeiro experimento social , comandado por alguns “pensadores” e “especialistas”. Em 2005, houve um referendo popular, onde a população foi chamada a dizer se aprovava ou não, a proibição de venda de armas no Brasil. 

O resultado foi NÃO. Mas, mesmo assim, acabou sendo aprovado um “Estatuto do Desarmamento” em 2006. Mais ilógico e irracional, impossível? Não, tem muito mais coisa escondida. 

A questão é que, juridicamente falando,  venda de armas não foi proibida (ou seja, você pode comprar uma arma); mas transportá-la consigo (o tal “porte de arma”), este sim, foi tão limitado, que tornou-se inacessível à maioria da população de bem. 

Repare: eu disse “população de bem”. Porque, nunca antes na história deste país — parafraseando um iminente condenado criminal — tantos bandidos estiveram tão armados quanto hoje em dia. 

Em pouco mais de uma década de vigência do Estatuto do Desarmamento, os números mostram que o intuito da lei naufragou. É claro que não daria certo; afinal, se bandido cumprisse a lei, bandido não seria! 

O número de mortes violentas, resultante de armas de fogo, disparou (desculpem o trocadilho). Nunca se matou tanto, por tão pouco, neste país. 

Como diz o José Datena — os bandidos estão com o dedo muito leve no gatilho. Eu diria que o dedo está, ao contrário, pesado demais. Mata-se para roubar, mata-se para (tentar) sequestrar, mata-se para (tentar) reatar relacionamentos.

Mata-se, até mesmo, porque a vítima esboçou reação – os bandidos negam às vítimas, aquele direito que a própria lei lhes faculta: o de tentar fugir. 

Por tudo isso, é que a reportagem de “O Globo” não é só tendenciosa; é uma aula do que é o não-jornalismo. A matéria contraria o próprio Manual de Jornism do grupo :

Todo esforço deve ser feito para que o público possa diferenciar o que é publicado como comentário, como opinião, do que é publicado como notícia, como informação. Fora do noticiário propriamente dito, os veículos do Grupo Globo buscarão ter um corpo de comentaristas, cronistas e colaboradores, fixos ou eventuais, que seja plural, representando o arco mais amplo de tendências legítimas em uma sociedade democrática. Articulistas, cronistas e colaboradores fixos têm de zelar para que os dados objetivos usados para sustentar suas opiniões estejam corretos. O mesmo deve acontecer com convidados, embora, neste caso, a responsabilidade pelo que é dito seja deles e não do veículo

Como se depreende, a matéria já começa a pecar na escolha lamentável do lead (o título):

A jornalista impõe uma valoração pessoal, uma opinião própria sobre a proposta de lei — “um tiro no Estatuto” — ao invés de se ater aos fatos, à informação. 

Tal matéria não pertence à seção de colunistas; logo, deve se ater ao “factual”, sem resvalar, em momento algum, para o “opinativo” — como foi feito, a começar pelo uso das ‘aspas’ para realçar a palavra “tiro”. 

Qual o sentido dessa palavra? Dizer que o projeto “dá um tiro” no Estatuto? Ou quis fazer uma infeliz referência à música do momento — que tiro foi esse? 

É consabido que o desarmamento da população civil e de polícias militares estaduais é uma das pautas que mais fascinam a elite intelectual — majoritariamente e ideologicamente afiliada à esquerda. 

Seja porque, um povo desarmado é mais fácil de ser dominado por um governo tirano — e a história está repleto de exemplos, onde artistas foram muito bem tratados (com seus interesses protegidos) por governos opressores. 

Seja porque, com tantas polícias estaduais armadas e militarizadas, fica mais difícil dar um golpe de Estado nacional — afinal, como a História Brasileira mostra, sempre que um governante teve aspirações tirânicas, estados levantaram-se contra, pegando em armas, para defender a democracia. 

Vai ver, o cidadão andar armado, dificultaria o bandido de roubar, para pagar sua dívida com o traficante de drogas, que por sua vez, fornece a maconha e cocaína, cuja discriminalização e liberação da venda, essa beautiful people adora defender. 

Só isso explica o medo que essa gente tem de tanto cidadão de bem andar armado. 

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