Fake News distorce decisão judicial 

Antes e depois: a 1ª versão com manchete (e acabou disseminando a falsa versão dos fatos); a 2ª (quadro menor), corrigida depois.

A “guerra de narrativas” é salutar; as múltiplas interpretações de uma determinada conjuntura, alicerça dois princípios fundamentais de qualquer democracia: a liberdade de expressão (que engloba a liberdade de imprensa e o repúdio à censura, qualquer que seja ela) e o pluralismo político (que inclui a liberdade de opinar, ainda que ideia seja mais estapafúrdia possível).

Mas o jornalista Lauro Jardim (ex-Veja e atual O Globo) exagerou na dose: ele distorceu os fatos para favorecer a agenda que ele defende, por dever de ofício ou consciência. 

Quando recebi print de um tuíte de “O Globo”, com a manchete “Justiça condena criador de hashtag”, acompanhada da foto de Caetano Veloso, imediatamente pensei: what? como andou rápido essa queixa-crime, hein!

Fui apurar e descobri que Lauro Jardim trocou alhos por bugalhos: a ação penal, que busca a condenação criminal de Fábio Mongestern sequer teve audiência preliminar (quanto mais, ora vejam, sentença condenatória!!!)

E na outra ação, de natureza cível — idêntica às que Alexandre Frota e Kim Kataguiri (do MBL) respondem — igualmente sequer houve citação! 

O que houve foi a concessão de tutela de urgência (em caráter liminar) — que pode (e muito provavelmente, deverá) ser derrubada pela instância superior, em agravo de instrumento.

Feio, muito feio. Não adianta editar o post e alterar a manchete; a notícia já foi compartilhada e replicada por inúmeros sites, com a incorreção deliberada na informação. 

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Comentário

Teamajormar Almeida

Advogado. Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho.

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