ALDEMIR BENDINE

Ex-presidente do Banco do Brasil condenado a 11 anos de prisão

O juiz federal Sérgio Moro, disponibilizou na tarde desta quinta-feira (7.3.18) a sentença onde condenou Aldemir Bendine a 11 anos de prisão, no âmbito da operação lava-jato.

Dida, como exigia ser chamado pelos subordinados, foi presidente do Banco do Brasil por quase uma década; após a saída de Graça Foster, acabou guindado à presidência da maior estatal brasileira, Petrobrás.

O ex-presidente da Petrobras foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal.

Moro determinou o início de cumprimento da pena em regime fechado — ele já está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a sentença, a progressão do regime fica condicionada à devolução do “produto do crime”.

Outras quatro pessoas também foram condenadas na mesma sentença. Entre elas, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, com penas somadas de dez anos e seis meses de reclusão, também por corrupção e lavagem de dinheiro.

Como ele firmou acordo de delação premiada, no entanto, o juiz adotou as penas previstas na colaboração. Ele foi preso em junho de 2015, ficou preso por dois anos e meio e, desde dezembro do ano passado, cumpre prisão domiciliar.

Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, denunciado na ação, foi absolvido por Moro por falta de provas.

Veja quem são os condenados:

  • Aldemir Bendine – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 11 anos de reclusão em regime fechado
  • André Gustavo Vieira da Silva – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 6 anos, 6 meses e 20 dias em regime semiaberto
  • Marcelo Odebrecht – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a dez anos e seis meses de reclusão
  • Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a oito anos e seis meses de reclusão
  • Álvaro José Galliez Novis – condenado por lavagem de dinheiro a quatro anos e seis meses em regime semiaberto.

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