DANO À IMAGEM?

E-mail de gerente geral do BB desqualificando subordinados viraliza em redes sociais

Depois do famoso e-mail de superintendente que usou a tragédia da Chapeconse para vender seguros, o Banco do Brasil teve as suas “entranhas corporativas” expostas, mais uma vez, nas redes sociais: trata-se de um e-mail onde gerente geral do BB faz comentários depreciativos sobre subordinados. 

O teor do e-mail acabou viralizando em grupos de Whatsapp de empregados do BB; e foi interpretado como um prenúncio de corte de cargos dentro do Banco Público, conforme notícia publicada pelo Sindicato dos Bancários de SP.

DIREITOFACIL.NET teve acesso ao conteúdo do embaraçoso e-mail, que foi encaminhado para a caixa pessoal eletrônica de diversos bancários — o que acabou por expor a vítima dos comentários depreciativos perante seus colegas de trabalho. Veja:

 

Para não expor (ainda mais) os funcionários envolvidos, ocultamos seus nomes e matrículas na reprodução do e-mail. Contudo, na mensagem original, é possível ler que:

  • a gerente do sexo feminino é descrita como “totalmente sem perfil para o modelo“, “descortez (sic) em seus contatos” e que “não apresenta qualquer sinal de possibilidade de evolução“;
  • o gerente do sexo masculino, “embora bem melhor que a primeira” — nas palavras do autor da mensagem — “está aquém do esperado“, pois, “identifica se (sic) falta de alinhamento, organização e comprometimento“.

A mensagem, datada de 14 de março de 2018, é direcionada a alguém chamado “Evandro” — que segundo nossas fontes, seria um dos inúmeros Superintendentes que o Banco do Brasil.

DANO MORAL

Para nosso consultor em direito do trabalho, T G Almeida, “a mensagem por si só, não configura assédio moral“. Isso porque, ensina ele, “o assédio é um processo que se prolonga ao longo do tempo, numa sequência de acontecimentos, que têm por objetivo, minar as forças da pessoa-alvo“.

Contudo, a mensagem por si só já caracterizaria o dano moral: “na imagem é possível ver que o e-mail foi encaminhado a diversos destinatários“, ressalta Almeida, e “isso já seria suficiente demonstração da ocorrência do dano, pois o abalo às imagens e reputações desses profissionais é presumível“.

O que se discutiria, em eventual ação judicial, seria apenas “a extensão do dano moral” — que neste caso, foi potencializado duas vezes: primeiro, por ter sido, inadvertidamente, encaminhado àqueles que convivem e conhecem os alvos de tais comentários depreciativos; e segundo, por ter viralizado nas redes sociais.

 

Use o Facebook para comentar e divulgar

Comentário

%d blogueiros gostam disto: