Como estão 18 celebridades que queriam “Lula lá” em 1989

Como estão 18 celebridades que queriam “Lula lá” em 1989

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Lula, lá… brilha uma estrela… Lula, lá… “. O refrão desse jingle eleitoral veiculado na campanha presidencial de 1989 foi usado por Luis Inácio da Silva até em 2002, quando finalmente foi eleito. Mais de 30 anos depois, aquele refrão ainda ecoa nos corações dos petistas — e na mente dos brasileiros que se sentiram enganados e acossados por aquele que já é considerada a maior Cleptocracia do mundo.

Segundo a Wikipedia, participaram do famoso clipe “a la We are the world” as seguintes celebridades: Marieta Severo, Lucélia Santos, Gal Costa, Roberto Bonfim, Chico Buarque, Lídia Brondi, José Mayer, Cristina Pereira, Tássia Camargo, Cláudia Abreu, Malu Mader, Betty Faria, Walter Breda, Aracy Balabanian, Marcos Winter, Hugo Carvana, Joyce (cantora), Flávio Migliaccio, Chico Díaz, Beth Carvalho, Reginaldo Faria, Jonas Bloch, Arlete Salles, Otávio Müller, Felipe Camargo, Wagner Tiso (maestro), Carla Marins, Armando Bogus, Elba Ramalho, Adriana Esteves, Marcos Paulo, Guilherme Leme, Cláudio Marzo, Eliezer Motta e Joana Fomm.

Como todas as versões do vídeo estão em péssima resolução — são reproduções de gravações caseiras, em velhas fitas VHS, convertidas para digital em resolução não maior que 420px — não consegui identificar todo esse pessoal no clipe. Mas alguns, em razão dos close ups — recurso dramático de edição — alguns podem ser facilmente identificados. Separei esses frames e resolvi verificar: como estão HOJE, essas celebridades que queriam Lula lá, em 1989?

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Celebridades da Música

Lobão continua na ativa, mais visceral do que nunca: com a diferença de que, após anos de “decadence and elegance” nas hostes da elite intelectual brasileira (eminentemente, de esquerda), o cantor, compositor — e agora, escritor — fez uma guinada à direita, rejeitando seu passado lulista e assumindo o papel da Nêmesis de Chico Buarque. Lobão, vale ressaltar, foi uma das celebridades que mais colaboraram para que as manifestações de 2013 fossem um sucesso de público (e de crítica).

Os demais, confesso, não encontrei muitas reportagens ou declarações públicas de apoio.

Contudo, vou me ater a  mais um belo artigo de Flávio Morgenstern para o “Senso Incomum”, onde o mesmo fez o que não consegui fazer: elaborou uma lista de artistas que estariam, teoricamente, à serviço do PT — e portanto, ainda hoje fariam o coro do “Lula lá, de novo”.

Djavan – segundo Morgenstern – ainda estaria no time dos lulistas, acompanhado obviamente, da sempre vermelha (até nos cabelos) Beth Carvalho e do príncipe da beautiful people carioca da zona sul, Chico Buarque — que teve autorizada a captação de R$ 10 milhões, via Lei Rouanet, para adaptação de seu livro “Leite Derramado” para as telas do cinema.

Gal Costa, segundo VEJA, teria votado em Aécio Neves, nas eleições de 2014.

Celebridades da Televisão

O clima “we are the world” do clipe, obviamente, não foi coincidência: feito sob medida para “emocionar” o eleitor e conseguir votos para Lula, o então líder sindical tido como “grosso” (um Brutus da política). Se você assina o canal VIVA e está assistindo a reprise da novela TIETA (veiculada em 1989), vai perceber que boa parte do elenco da novela estava no clipe.

Se por um lado, Hugo Carvana e Armando Bogus não mais estão entre nós — por isso, vou ignorá-los nesta pesquisa — por outro lado, chama a atenção no videoclipe, o close numa Beth Faria no estado de quase-transe.

E se por um lado, não consegui encontrar nenhuma declaração da atriz — seja em apoio, seja em repúdio ao PT e ao lulismo — por outro, a atriz de 76 anos de idade parece ter resolvido assumir-se uma conservadora com viés liberal (ou seria o inverso?): se declarou usuária de maconha e defensora da liberação da venda da droga, mas frustrou as feministas (da esquerda) ao sair em defesa de José Mayer na acusação de assédio e por afirmar não gostar de mulheres gordas (o quer seria uma “opressão” contra as gordinhas).

Aliás, e por falar em José Mayer: de galã queridinho lá no fim da década de 80 e começo dos anos 90, o ator foi transformado em bode expiatório pelas feministas, após o episódio de acusação de “assédio sexual” por uma figurinista da Globo (uma história mal contada, até hoje, e que não avançou na justiça, por omissão da suposta vítima). Para a esquerda atual, Mayer é o protótipo perfeito do “conservador machista e reacionário” — logo ele, que em 1989, estava cantando “Lula lá” no clipe…

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