MARCA HISTÓRICA

Caixa Econômica Federal lucra mais que Banco do Brasil

Não é segredo de ninguém, uma certa rivalidade existente entre funcionários do BB e da CEF; em tom de galhofas, aqueles costumavam referir-se à Caixa como a “prima pobre”, enquanto estes, se referiam ao Banco do Brasil como o “primo rico”.

Pois agora há mais um motivo para acalentar essa saudável disputa: a Caixa acabou de anunciar um lucro de R$12,5 bilhões em 2017 — superando o Banco do Brasil, que lucrou “apenas” R$ 11 bi. Pela primeira vez na história, a CAIXA foi mais lucrativa que o BANCO DO BRASIL.

NICHOS DIFERENTES

De certa forma, a descrição guardava certa razão: enquanto a Caixa sempre teve sua atuação direcionada às camadas mais populares da sociedade (baixa renda), o Banco do Brasil se notabilizou pelo atendimento aos “agropecuaristas e servidores públicos” (média e alta renda).

Essa diferença de nichos de atuação sempre se refletiu nos resultados: os lucros do BB sempre foram maiores que a da CEF. Mas isso começou a mudar em 2008, na época em que o Governo Lula resolveu utilizar os bancos públicos para contornar a crise das subprimes norte-americanas: mediante a concessão de crédito facilitado, a injeção de dinheiro na economia postergou os efeitos dessa crise em terras brasileiras.

Nessa época, a Caixa avançou sobre um território até então inexplorado por ela: financiamento de pessoas jurídicas (empresas) e crédito rural; enquanto que o BB adentrou no financiamento habitacional, área em que a Caixa possui expertise de décadas.

Resultado: oferecendo crédito com taxas mais baixas que os concorrentes, a carteira de crédito da Caixa — especialmente, para micro e pequenas empresas — cresceu rapidamente, atingindo, num primeiro momento, ótimo resultado financeiro; o que impulsionou o crescimento do lucro da CEF, que passou a figurar no TOP FIVE dos Bancos Brasileiros.

A CRISE CHEGOU

Lembra da crise de 2008? Tardou, mas não falhou: em 2014, os sinais de que a economia brasileira estava entrando em recessão, começaram a surgir; especialmente, a alta inadimplência nos setores produtivos. Resultado: os empresários que tomaram dinheiro emprestado lá em 2008 a 2010 — época da bonança financeira — começaram a quebrar, deixando de honrar compromissos.

Em 2015 a economia estagnou; e em 2016, andou para trás, registrando recessão. E a CAIXA, dentro os cinco maiores bancos brasileiros, foi a que mais sentiu os impactos dessa recessão — seu lucro em 2016 foi pífio, quando comparado com os demais (vide gráfico abaixo).

Vale lembrar que Bradesco e Itaú não entraram na onda de baixa de juros e tarifas, comandada por Dilma Rousseff, na primeira metade do seu mandato. Se naquela oportunidade, ambos instituições amargaram resultados inferiores a dos bancos públicos (o BB atingiu os maiores lucros de sua história), por outro lado, prepararam-se melhor para a crise que estaria porvir.

O resultado pode ser visto acima: enquanto BB e CEF tiveram quedas acentuadas em seus lucros, Bradesco e Itaú mantiveram o mesmo patamar de seus resultados, durante os anos de 2015 e 2016 — ápice da recessão atual.

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