Bruno Araújo pede demissão do Ministério das Cidades

Bruno Araújo pede demissão do Ministério das Cidades

COMPARTILHAR

O clima de “barata boa” no Governo do presidente Michel Temer começou: o deputado federal Bruno Araújo (PSDB/PE) acaba de publicar em suas redes sociais, seu pedido de exoneração do cargo de Ministro das Cidades. 

O movimento de Bruno Araújo antecipa algo que há muito é aguardado e especulado nos bastidores do Poder: o desembarque do PSDB do Governo Temer.

Bruno faz parte da ala jovem tucana — os chamados “cabeças pretas” — que tem rivalizado com a ala mais antiga — os cabeças brancas. 

Bruno é um dos expoentes desse quadro jovem do PSDB; tornou-se nacionalmente conhecido, quando usando seu celular, desmascarou a então presidente Dilma Rousseff, usando trechos de um pronunciamento feito meses antes — na qual prometia que a conta de energia elétrica iria cair, quando, na realidade, acabou disparando.

Os cabeças brancas estão cada vez mais ligados à liderança do Senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), desposto da Presidência Interina do partido, pelo Presidente Licenciado, Aécio Neves (PSDB/MG).

Aécio — expoente máximo dos “cabeças brancas”, nas quais encerram fileiras, Alberto Goldman, Fernando Henrique, José Serra, Aluísio Nunes, entre outros — defende a permanência no Governo Temer até o último momento, não só como demonstração de lealdade ao velho cacique pemedebista — mas principalmente, como um senso de autopreservação recíproca.

A deposição de Tasso por Aécio implodiu o armistício dentro do PSDB; ao que tudo indica, Jereissati resolveu contratacar, antecipando o desembarque que deveria ocorrer apenas em dezembro (após a convenção nacional do partido).

Aguardemos como irão se comportar outros três ministros tucanos: Aluísio Nunes (Ministério das Relações Exteriores), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) — este, em adiantado estado de fervura — e Luislinda Valois (Secretaria de Defesa de Direitos Humanos, Mulheres e Minorias) — que recentemente, saiu queimada da polêmica autoalegada “escravidão”.

Comments

comments

SEM COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta