FAKE NEWS

Brasil 200 distorce realidade ao comparar Correios com Fedex

A esta altura dos acontecimentos, se você ainda não conhece o empresário Flávio Rocha — herdeiro e dono da Riachuelo — e seu movimento político denominado “Brasil 200”, que foi fundado para alavancar uma eventual candidatura sua à presidência da república, provavelmente precisa se informar melhor sobre o país em que nasceu e vive.

E o que já algo possivelmente ruim — um “movimento” de caráter evidentemente oportunista, liderado por um dos maiores empresários do país, que se notabilizou por combater direitos trabalhistas, acusando-os de serem obstáculo à “competividade” empresarial no país — sempre pode piorar: no caso, Flávio Dino e seu “Brasil 200” acabou sendo adotado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que ficou órfão de um “presidenciável”, após naufragar as intenções eleitorais do prefeito João Dória Jr ao Executivo Federal.

Não custa lembrar que o MBL é aquele movimento, supostamente composto por “jovens liberais”, os quais não têm um case de sucesso que prove sua excelência ou competência como empreendedores. Contudo, desde que ganharam protagonismo nas manifestações populares anti-Dilma e anti-PT, vários de “suas lideranças” tem anseiado ocupar cargos públicos, seja pela via eleitoral (legítimo), seja via nomeações (aí é o problema: e a meritocracia?).

Bem: o que nos motivou a escrever este texto foi uma típica fake news, que foi divulgada pela página oficial no Facebook do tal movimento “Brasil 200” (ao lado).

Mas por que é fake? O motivo é simples: a comparação é absurda, pois colocam duas empresas que não guardam qualquer semelhança — seja em sua natureza quanto no mercado em que atuam — em “pé de igualdade”. E isso é desonestidade intelectual!!!

E Flávio Dino, que se coloca como o “novo”, o “diferente”, uma “via alternativa” aos demais pré-candidatos, mostra que adota as mesmas práticas repugnantes das velhas raposas políticas: MENTE descaradamente.

Então vamos lá: para começo de conversa, convém explicar que a FEDEX é uma empresa privada — conforme pesquisas, foi fundada pelo empresário Fred Smith — e representa um conglomerado com uma dezena de empresas nos mais diversos ramos de atuação, dentro os quais, destaca-se o de transporte aéreo de cargas — é a 2ª maior companhia desse tipo, perdendo apenas para a Delta Airlines — e logística de distribuição e entregas — possui 44.000 viaturas e 280.000 colaboradores, entre empregados próprios, terceirizados e prestadores de serviços autônomos (associados).

Portanto, fazer uma comparação entre Correios e Fedex não é apenas inaceitável: é intelectualmente desonesta. E ainda que a estatal brasileira (ECT) criasse uma subsidiária chamada “Sedex” apenas para atuar no ramo de transporte aéreo e entrega de mercadorias, ainda assim não seria possível compará-las, pois tal companhia estaria sujeita a uma série de controles e regulações, em razão de sua natureza estatal.

Logo, a comparação mais justa a ser feita é com a United States Postal Service (UPS). Essa sim, guarda muitas semelhanças para com a nossa Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT): segundo a Wikipedia, trata-se de uma empresa governamental que explora em regime de monopólio, o serviço de entrega de cartas em território norte-americano.

Também cabe um registro histórico: o movimento BRASIL 200 não tem sequer originalidade, na hora de fabricar suas fake news. Neste caso, requentaram fake news veiculado pelo MBL, em seu twitter:


Por isso é que, não apenas para fazer um contraponto a essa fake news, mas principalmente, visando restabelecer a verdade dos fatos aos nossos leitores e leitoras, nós da DIREITOFACIL.NET apresentamos um comparativo justo:

Vale lembrar que esta não é o primeiro artigo que fizemos desmentindo fake news sobre os Correios: já provamos que a demissão de funcionários seria ilegal — tendo sido esse texto reproduzido pelo blog especializado “Correios do Brasil: Funcionários.

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