ÓRFÃOS DE LULA?

Bolsonaro herdará votos de Lula no RJ

O jornalista Lauro Jardim — ex-VEJA e atualmente no “O Globo” — tentou se redimir com os Bolsonaros, após o episódio de fake news que protagonizou (voluntaria ou involuntariamente) — mas acabou jogando mais lenha na fogueira com o Clã.

Numa nota publicada neste domingo, ele reproduz pesquisas de tendência, que apontam o potencial que Bolsonaro teria em herdar votos de ex-eleitores de Lula e do PT. 

Segundo Jardim:

Um eleitor de Lula pode se encantar por Jair Bolsonaro? No Brasil, muito pouco. Mas no Rio de Janeiro, a conversa é outra. Esta é a conclusão de um levantamento inédito da Idea Big Data, a partir de três pesquisas feitas pelo instituto entre novembro e janeiro.

Conforme tal levantamento, se no restante do país, Bolsonaro encontraria dificuldades para conseguir angariar os votos de ex-eleitores de Lula, no Rio de Janeiro, a proporção de eleitores “convertidos” se aproximaria dos 50% :

No Brasil, um a cada dez eleitores de Lula devem migrar para Bolsonaro. No Rio, essa proporção é de quatro a cada dez lulistas.

Perfil dos eleitores de Bolsonaro

É claro que vindo de quem veio, tal notícia não deixar passar a oportunidade de cutucar Bolsonaro com “vara curta”. Segundo Lauro Jardim, os ex-eleitores cariocas de Lula propensos a “virar a casaca”, estariam dentro daquele “esteriótipo” dos típicos seguidores do Capitão da Reserva do Exército:

E quem são esses eleitores de Lula que dariam o seu voto ao extremo oposto do petista? Eis o seu perfil: homens de até 35 anos, das classes C e D, e moradores das zonas Oeste e Norte e da Baixada Fluminense.

O que achamos?

DIREITOFACIL.NET acha que tanto Lauro Jardim, quanto Idea Big Data estão errados. Para nós, o percentual de votos pró-Bolsonaro entre ex-lulistas será bem maior do que tais pesquisas estão apontando.

No estado do RJ se aproximará de 90% — e eventual êxito da intervenção federal na região metropolitana  carioca, certamente contribuirá para que esse índice seja alcançado, legitimando, pois, o discurso duro do pré-candidato, que defende o enfrentamento militar do crime organizado.

Já no restante do país, dependendo da região, pode chegar facilmente a 70%; contudo, o grande calo eleitoral de Bolsonaro — e todos os demais candidatos, que não sejam Lula — é alcançar o povo nordestino. Lá, de fato, as intenções de voto no capitão não devem ultrapassar a margem de 40% dos eleitores tradicionais do PT.

Reação do Clã

O pré-candidato Jair Bolsonaro parece adotar a estratégia de “não rebater” toda e qualquer crítica: tem preferido guardar munição apenas para contra-atacar acusações com maior capacidade de fazer estragos à sua imagem.

Mas isso não significa que as “críticas” ou “cutucadas” fiquem sem respostas: nesse caso, os filhos do candidato assumem a defesa do pai, revezando-se, conforme o tema.

Quando as acusações atacam, por exemplo, aspectos do “parlamentar Bolsonaro” — em temas como “Kit gay”, “casamento homossexual”, “ideologia de gênero”, “escola sem partido”, “liberação do porte de arma” — quem assume a defesa é seu filho Eduardo Bolsonaro, também parlamentar federal por SP.

Já quando as setas lançadas são de “cunho pessoal” ou “aspectos jurídicos”, quem entra em cena é o filho mais velho do pré-candidato, Carlos Bolsonaro, vereador na capital carioca.

E foi justamente ele quem se levantou para contra-atacar a nota de Lauro Jardim, via twitter:


O portal DIREITOFACIL.NET continua esperando a assessoria do deputado responder o nosso pedido de entrevista com o parlamentar. Até lá, seguiremos apenas reproduzindo o que foi veiculado por outras mídias — ainda que sejam rotuladas como fake news pelos seguidores de Jair Bolsonaro.

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