Associação de gerentes confirma ocorrência de suicídios no BB

Artigo por Presidente da AGEBB, também abordou o tema “Suicídios” dentro daquela instituição.

Depois do SBT também reportar a ocorrência de mortes entre funcionários do Banco do Brasil, agora é a Associação de Gerentes do Banco do Brasil (Agebb) que confirma a ocorrência do adoecimento e suicídios entre bancários daquela instituição.

Segundo Francisco Vianna de Oliveira Junior, presidente da AGEBB — e quem assina a matéria — as consequências do processo de reestruturação no BB tem causado o adoecimento mental de empregados daquela instituição:

A AGEBB não poderia deixar de novamente chamar a atenção para esses trágicos acontecimentos. Quantos colegas mais devem se matar para mostrar que centenas – ou milhares?! – de funcionários estão mentalmente doentes? Não basta serem os bancários a categoria campeã de registros de afastamentos por doenças psíquicas no Brasil, para que sejam adotadas medidas que mudem essas estatísticas no Banco do Brasil e nas outras instituições financeiras? Não é hora de acender a luz de alerta com tantos casos de condenações de bancos por assédio moral coletivo?

Vale ressaltar que.NET já havia noticiado que o longo e contínuo processo de reestruturação do Banco do Brasil, teria provocado mortes entre bancários daquela instituição.

Além disso, o texto de OLIVEIRA JUNIOR va confirma muitos relatos reproduzidos em nossa reportagem:

Como pode-se ver, os depoimentos acima reproduzidos por nossa reportagem, se assemelham — e muito — à situação narrada pelo presidente da AGEBB. 

Se para OLIVEIRA JUNIOR, por um lado, “reorganizar a estrutura da empresa, cortar custos, exigir o cumprimento de metas; tudo isso faz parte do dia a dia de quem faz carreira no BB“, por outro, “não é aceitável (são) os vários descomissionamentos abruptos, fechamentos de centenas de agências em questão de poucos meses e total abandono dos gestores que nela trabalham, os quais têm de se virar por conta própria para obter uma vaga em outro local de trabalho na própria empresa“.
Outra situação relatada pelo Presidente da Agebb, também já havia sido objeto de outra matéria de nosso site: o que acontece com quem “perde a comissão” — os casos de empregados “punidos” por adoecerem:

Vamos nos colocar no lugar, imaginar a “perda de chão” de cada gerente que semanas atrás recebeu o comunicado oficial de que foi escolhido para ficar como excedente. Daí, num prazo de apenas quatro meses continuará a receber os valores de suas comissões – o famigerado “esmolão” –, e depois disso será definitivamente descomissionado, passando a receber o salário de escriturário.

O presidente da AGEBB conseguiu, com perfeição e fidedignidade, relatar o desespero de quem é descomissionado — “passando a receber o salário de escriturário“.

Convenhamos: se isso já é angustiante para quem está trabalhando “normalmente”, imagine para quem está afastado, lidando com problemas de saúde?

Pois essa tem sido uma prática da “gestão de pessoas” do BB: “punir” com o descomissionamento, quem ousar se afastar por motivo de doença

E tal prática já foi confirmada por preposto do Banco, em audiência trabalhista:

Tal situação é tão desesperadora, que o Presidente do Banco do Brasil passou por uma saia justa durante evento corporativo denominado “Inspira BB”.

Segundo matéria publicada pelo Sindicato dos Bancários de SP

“… certo momento, um funcionário do Banco do Brasil contou sua história: ele sofria de câncer e teve de se afastar para tratar a doença, que foi curada. 

Mas logo surgiu a realidade nada inspiradora: corajosamente, o trabalhador revelou que no retorno ao trabalho, o banco retirou sua comissão, o que resultou na redução salarial

Ainda, conforme a mesma matériaPaulo Caffarelli, presidente do BB, se disse “surpreso”, alegando “desconhecer” tal conduta — tendo prometido rever tal prática dentro da instituição.

PROMESSA CUMPRIDA?

O Banco teria publicado novo regulamento interno, onde passou a constar o seguinte: 

é facultado ao funcionário que retornar da QS Licença Saúde afastado com diagnóstico de neoplasia maligna ou por doença ocupacional com CAT emitida pelo banco, solicitar análise para concessão do benefício de nomeação na função gratificada ou de confiança que exercia antes do afastamento ou em função equivalente”.

Contudo, segundo o Sindicato dos Bancários de SP, tal normativo seria totalmente ineficaz: o BB condiciona essa garantia apenas em uma situação: “por doença ocupacional com CAT emitida pelo banco“. 

Logo, como “banco nenhum reconhece e nem emite CAT por doença ocupacional” — palavras do secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Fukunaga — essa alteração foi apenas para inglês ver, para jogar pra galera.

E a DIREITOFACIL.NET concorda com a conclusão do dirigente sindical.  

Use o Facebook para comentar e divulgar

Comentário

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: