Alckmin: “O Banco do Brasil eu não pretendo privatizar”

Alckmin, em 2006: quando negou que iria privatizar estatais, já era tarde demais. (Fotos sobrepostas)

BRASILIA/DF – O governador do estado de SP — e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB — Geraldo Alckmin, em evento realizado pelo Sindicato das Indústrias, afirmou não ter interesse em privatizar o Banco do Brasil, em um eventual governo seu.

Falando para empresários, Alckmin disse ser “totalmente favorável” à privatização; porém, fez ressalvas quanto a certos setores da economia, que na sua opinião, necessitam da presença estatal, por uma questão estratégica.

Petrobras

Segundo o ESTADÃO, para Alckmin, muitos setores “que não são o core, o centro objetivo da Petrobras”, podem ser transferidos à iniciativa privada — mas sem descartar uma eventual privatização total da petrolífera, no futuro.

Claro que muitos setores da Petrobras devem ser privatizados. A Petrobras foi crescendo, crescendo, crescendo. Inúmeras áreas que não são o core, o centro do objetivo principal, tudo isso pode ser privatizado. E se tivermos um bom marco regulatório, você pode até, no futuro, privatizar tudo, sem nenhum problema“, concluiu Alckmin.

Banco do Brasil

Já quando questionado sobre o Governo Federal possuir dois grandes bancos públicos — o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal — Alckmin foi assertivo: “Até porque é importante você ter um ou dois bancos públicos para não depender exclusivamente dos privados“.

A posição de Alckmin em 2018, contrasta com a de 2006, quando perdeu as eleições para o ex-presidente Lula (que acabou reeleito para o 2º mandato). Naquela oportunidade, Geraldo — ele adotou o primeiro nome, para se aproximar do eleitor mais simples — pagou um alto preço por ficar “em cima do muro”.

Tanto Serra (em 2002), quanto Alckmin (em 2006) hesitaram em reconhecer os pontos positivos das privatizações realizadas no governo FHC. Aproveitando-se disso, a campanha petista colou a pecha de “privatistas” nos tucanos — aumentando suas taxas de rejeição, especialmente, entre os empregados (e seus familiares e amigos) das estatais federais, como os bancos (CEF, BB, BASA, BNB), elétricas (Eletrobras, Eletrosul, Furnas) e petrolíferas (Petrobras, BR Distribuidora, etc) públicos.

Ao negar a privatização do Banco do Brasil, Alckmin parece antecipar-se à eventual acusação semelhante durante a corrida eleitoral deste ano — especialmente, quando o mercado emite sinais cada vez mais eloquentes de que deseja a privatização do gigante estatal.

 

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