A CARNE É FRACA?

Ação Trabalhista origina investigação criminal contra BRF

Uma reclamação trabalhista ajuizada por uma ex-empregada da Brasil Foods – BRF (Sadia e Perdigão), acabou originando uma nova ação da Polícia Federal, no âmbito da operação “Carne Fraca”.

Conforme “O Antagonista” apurou, em sua reclamação trabalhista, a técnica de laboratório funcionária Adriana Marques Carvalho, responsável pelas análises laboratoriais da unidade de Rio Verde (GO), afirma que era obrigada a fazer “dois cadastros” dos laudos de exames do produto: “um interno e outro para a fiscalização”.

Segundo trechos da inicial, a prática de assédio moral — consubstanciado na pressão para que fraudasse os resultados dos exames laboratoriais feitos em amostras de produtos fabricados — acabou causando profunda perturbação na ex-empregada. Veja abaixo:

Ainda, conforme consta da denúncia do MPF, Adriana — que trabalhava na unidade Rio Verde (GO) — relata que eram feitas (em média) 51 avaliações mensais:

“Em torno de 40% a 70% apontavam a existência de bactéria. O limite máximo de positividade era de 23%.”

A denúncia é gravíssima. Se os fatos se confirmarem, significa que produtos da Sadia e Perdigão (marcas administradas pela BRF) vendiam produtos em desacordo com as exigências sanitárias mínimas — colocando em risco toda a população consumidora de tais produtos.

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