OAB vai à Justiça para garantir atendimento durante greve bancária

    A pedido de OAB, Justiça do Trabalho tem determinado que durante a greve, bancários atendam advogados.

    OAB vai à Justiça para garantir atendimento durante greve bancária

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    Bancários em greve: Justiça manda atender advogados
    Bancários em greve: Justiça manda atender advogados

    As seccionais da OAB de diversos estados, têm ingressado com ações na Justiça do Trabalho, para obrigar bancários lotados em PABs (postos de atendimento), a prestarem atendimento a advogados e serventuários da justiça, durante a greve.

    Segundo DIREITOFACIL.NET apurou, pelo menos três seccionais da OAB já obtiveram liminares na Justiça do Trabalho: OAB/RJ, OAB/MS e OAB/MT. Tudo isso aponta uma tendência a ser seguida por outras seções estaduais.

    Do outro lado, representantes dos sindicatos de bancários se indignaram com tais medidas, pois asseguram que tem sido mantido o contingente mínimo estipulado por lei (30%) de empregados, estão trabalhando dentro das agências, que porventura, encontram-se fechadas para atendimento ao público.

    Decisões judiciais dividem opiniões

    O fato da OAB ter ingressado na justiça para obter a garantia de atendimento em PABs, durante a greve dos bancários, tem dividido as opiniões da população. Muita gente enxerga as ações como “medidas corporativas”, visando resguardar apenas os interesses de um grupo de pessoas (advogados), enquanto a grande maioria da população, continuaria sofrendo os efeitos da greve.

    De outro lado, os trabalhadores em greve acharam que tais decisões judiciais, acabam por enfraquecer ainda mais o movimento grevista. Há um certo consenso entre os próprios bancários que, ano após ano, a greve — como se pratica hoje — tem se revelado um recurso cada vez mais inócuo, pois cerca de 95% das transações são feitas em meios de autoatendimento (caixas eletrônicos, página da internet, aplicativo em dispositivos móveis).

    Além disso tudo, há ainda um terceiro aspecto, que tem unido bancários e clientes, contra sindicalistas: o uso da greve como instrumento de política partidária. Cada vez mais notícias apontam que, passeatas e reuniões que seriam para discutir propostas salariais e reivindicações dos trabalhadores, são convertidas em “protestos” de cunho político, sem nenhum constrangimento, pelas centrais sindicais ligadas ao PT (como CUT, CTB e Intersindical) ou aquelas apenas simpáticas à causa “Fora Temer” (CSP/Conlutas e UGT).

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