5 homossexuais (de direita) que incomodam o movimento LBGT

A situação, de tão manjada, não causa mais surpresa: sempre que a mass media (os “grandes” portais de notícias e jornalísticos de TV) anuncia a morte de alguma pessoa que era gay ou lésbica, as redes sociais são inundadas por textões, comentários e postagens do tipo “a homofobia mata”, “essa morte é culpa de uma sociedade conservadora, machista e homo/lesbo/transfóbica”… entre outros clichês.

Para compreender esse fenômeno, é preciso entender um mínimo de tautologia — o estudo da lógica: se comprovada que duas premissas são verdadeiras (hipóteses), logo, a conclusão (tese) só pode ser verdade. Ou em linguagem algébrica: p ^ q -> r.

Quando o socialismo começou a se demonstrar inviável, tanto do ponto de vista político, quanto economicamente falando, foi preciso mudar a tática. Substitui-se as “palavras de ordem”, as táticas de guerrilha, o enfrentamento físico, a violência corporal… e tudo passou a ser “suavizado”, ganhando um certo refinamento, um falso rebusque, para soar cientificamente válido e moralmente aceito.

Nesse contexto nasceu aquilo que se chamou de “politicamente correto”; ou na prática, o conjunto de “valores”, “teorias” e “pautas” que contrariam tudo aquilo que já se provara viável e bem sucedido: capitalismo, economia de livre mercado, família mononuclear, moral judaico-cristã, etc. E eis que o mundo — de tanto repetirem, insistirem e baterem na mesma tecla — se polarizou: entre os da “direita, conservadora, tradicional e capitalista” e os da “esquerda, progressista, inclusiva e social-democrata” (afinal, assumir-se “comunista” ou “socialista”, pega mal, desde o fim da União Soviética).

Note que essa visão maniqueísta de mundo, não deixa espaços para “moderados” ou “diferentes”: ou você está do meu lado, ou está contra mim.

Logo, se você se diz de esquerda, deve “comprar o combo”, levar o pacote completo: tem que ser “progressista” (e endossar pautas como “liberação do aborto e drogas”), tem que ser “inclusivista” (aqui entram as ditas “minorias”: negros, gays, lésbicas, deficientes, etc) e tem que ser “social-democrata” (só o Estado pode promover, regular e pôr em prática a “justiça social”).

Basta discordar de ALGUM dos pontos acima, que automaticamente, você é lançado com toda verborragia e violência moral, para o “lado negro da força”: o da direita, é óbvio. E mesmo sendo, por exemplo, um gay que se posiciona contra o aborto e contrário à ideologia de gênero, você será rotulado como “reacionário”, um “traidor do movimento”, um “vassalo das elites” — entre outros xingamentos já manjados.

Foi por isso que tive a ideia de fazer esta TOP LIST, com cinco pessoas homossexuais — homens ou mulheres — que, por se oporem às pautas e valores de esquerda, se tornaram persona non grata para o dito “movimento LGBT”.

1) Milo Yiannopoulos

Milo é um jornalista britânico, descendente de gregos (por parte de pai) e judeus (por parte de mãe), criado na religião católica (em plena Inglaterra anglicana!). Formou-se na Universidade de Manchester e foi editor do site de notícias Breitbart News.

Todos esses predicados apontam para alguém que possui intimidade com o conservadorismo: a começar pela educação juidaco-cristã, que recebeu na infância, passando pelo período em que trabalhou no site de notícias (que é conservador confesso). Só que Milo é gay assumido — e não poupa críticas ao movimento LGBT.

Se você googlar o nome de Milo, só achará referências pouco elogiosas a seu respeito: resultado do algoritmo de buscas do Google, que tende a dar mais destaque aos resultados mais “relevantes” (leia-se: páginas e notícias com mais visualizações ou curtidas). Logo, toda matéria publicada sobre Milo em sites de notícias (portais, jornais, revistas, tv) que desfrutam de uma grande audiência, é o que respalda os resultados das pesquisas que você fizer.

E  eis aí, um dos efeitos colaterais do “esquerdismo” que se enraizou nas escolas e universidades, transformando estudantes que deveriam ser bons profissionais, em meros “militantes da causa”: uma vez empregados — ou melhor: infiltrados nas redações — na redação de grandes veículos de imprensa, tais “jornalistas” não têm o MENOR constrangimento, e deixam de lado a ética e imparcialidade que aprenderam (ou pelo menos, supõem-se que sim) em sala de aula.

Deveriam, apenas, “reportar fatos”; contudo, o que se vê, é uma cobertura tendenciosa: retiram frases do contexto; ignoram demonstrações de aceitação e afeto, focando, apenas, naquelas reações negativas (quase sempre, de uma minoria). Enfim: aquilo que Romeu Tuma Jr, tão bem definiu, como “assassinato de reputações”.

Se este artigo tiver uma boa reputação, prometemos fazer um bom perfil — isento e preciso — de Milo. Por hora, basta saber: Yiannopoulos só incomoda o movimento LGBT, por ser conservador. E é o que basta para ser rotulado como “inimigo”.

2) Fernando Holiday

Fernando Silva Bispo surgiu para o mundo, na internet: como youtuber, se notabilizou por fazer vlogs bem humorados, fazendo um humor ácido (que alguns taxariam de “politicamente incorreto”). Negro e pobre — até então, sua homossexualidade era desconhecida do grande público — Fernando Holliday, o nome artístico que escolheu para se apresentar, era tudo aquilo que o movimento afro mais temia: quem era aquele rapaz, que falava com tamanha desenvoltura e com um conhecimento acima da média (para sua idade)?

Ganhou uma audiência cativa, quando relatou um episódio de preconceito racial — o mais apropriado seria dizer bullying político — que sofreu, quando foi matricular-se na Universidade de São Paulo (USP): aos gritos e berros, ele foi humilhado por “estudantes” pertencentes aos “movimentos estudantis”, que naquela altura, estavam escandalizados por um negro pobre, se posicionar contra cotas raciais e o afrocoitadismo¹ (¹ nota do editor:  esse termo é uma invenção nossa).

Com a eclosão dos movimentos de ruas, pedindo o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Fernando se aproximou do Movimento Brasil Livre (MBL) — o que acabou implicando no abandono do “humor ácido” e na adoção de um speach mais politizado. Quando o afastamento da ex-presidente se mostrou inevitável, Holliday se anunciou pré-candidato a vereador em São Paulo.

Foi nessa época que Fernando se assumiu gay, acrescentando ao seu nome, mais um epíteto incômodo às esquerdas. O então menino negro e pobre, agora não era só um menino: era um rapaz, bem instruído, politicamente engajado — e para desespero ainda maior dos movimentos de esquerda — negro, pobre e gay. Holliday, dessa forma, se notabilizou como a perfeita antítese de Jean Wyllys (até hoje, a principal referência de político gay, mas notadamente de esquerda, defensor das políticas do PT e do governo Dilma).

E Fernando ganhou. E ganhou, com uma votação expressiva (48.055). Nesses pouco mais de dois meses, já se envolveu em discussões calorosas: como quando atacou o dia da consciência negra, às homenagens à memória de Zumbi dos Palmares, a defesa do fim de cotas para negros em concursos públicos — e é claro, a polêmica tentativa de agressão que sofreu, por parte de uma vereadora petista.

3) Tiago Pavinatto

O advogado Tiago Pavinatto, assumidamente gay, é um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre. Mas o que o tornou conhecido, não foi o fato de fazer oposição ao PT ou pedir o impeachment de Dilma: foi um vídeo gravado, de maneira amadora, em seu escritório. Nele, escancara a hipocrisia e incoerências de — advinha só? mais uma vez, falando dele — Jean Wyllys.

Relembrando o episódio em que o deputado fez cosplay de Che Guevara para a edição brasileira da revista Rolling Stone, Pavinatto vai expondo todas as idiossincrasias de Wyllys, revelando, até mesmo, projeto de lei federal, de autoria do deputado, que pretende introduzir o estudo do islamismo, no currículo de todas as escolas.

O sucesso do vídeo foi tamanho, que Tiago passou a gravar mais videologs, publicados em seu canal pessoal no Youtube — e reproduzidos pelo MBL, em suas mídias sociais. Adotando a linha “fino descolado” (hipster chic) e emulando um “ar blasé” — tão afetado quando o que Jean Wyllys demonstra em suas aparições públicas — Pavinatto destila bom humor, críticas ácidas e muitas alfinetadas em comportamento de certos gays (no caso, daqueles “engajados” nos movimentos LGBT).

4) Karol Eller

Segundo ela mesma relatou em vídeo, Karol é prima distante da falecida cantora Cássia Eller. Mas não foi seu parentesco que a transformou em uma webcelebridade: foi o fato de ser, a exemplo da parente famosa, uma mulher assumidamente homossexual. Porém, de direita.

Karol é uma lésbica que não se sente representada pelo dito “movimento LGBT” — de modo especial, por pessoas como o deputado Jean Wyllys. E foi opinando em fóruns públicos, debatendo com seguidores no Twitter, publicando vídeos no Facebook, que Eller se tornou relativamente reconhecida no ambiente das redes sociais.

Mas quando participou de evento ao lado de outro deputado carioca — Jair Messias Bolsonaro — que Karol Eller foi catapultada para a celebridade. Desde então, seus vídeos passaram a ser compartilhados por um número cada vez maior de pessoas, transformando-a, com as devidas proporções, numa versão feminina e tupiniquim de Milo Yiannopoulos.

Até onde pesquisei, Karol não tem quaisquer pretensões políticas ou artísticas: os últimos vídeos que assisti, revelam uma vida simples, no exterior.

5) Smith Hays

O arquiteto paulistano Clóvis Smith Hays Júnior, vivia uma vida regular; contudo, munido de um gamer headphone (aqueles modelos enormes, com microfone acoplado), passou a gravar vlogs em sua página no Facebook. Gay assumido, Hays passou a alimentar sua página, regularmente, com posts atacando o movimento feminista, a agenda LGBT e políticos como Jean Wyllys.

Particulamente, só tomei conhecimento de sua existência, por meio de matéria publicada na BBC. Só então fui assistir ao vídeo, digamos, mais bem sucedido de sua “carreira midiária”: “Gays de Direita”, originalmente publicado no Facebook, e depois replicado no Youtube (onde já conta com mais de 40 mil visualizações).

Em tal vídeo, ele manifesta seu apoio público ao deputado Jair Bolsonaro — e só isso já foi motivo suficiente de transformá-lo em inimigo declarado do movimento LGBT

Post-scriptum: a ordem com a qual eu os relacionei, segue um grau de relevância, atribuído por mim, tendo em vista a repercussão dos conteúdos por eles(ela) postados.

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